Data: 30/03/2021 Tempo: 03min de leitura Categoria: Experiências Visualizações: 294 visualizações
Por: Kiciosan da Silva Bernardi Galli

No ano de 2006, o Ministério da Saúde publicou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituindo as Práticas Integrativas e Complementares (PICs) no Sistema Único de Saúde (SUS). As PICs são denominadas em outros países como Medicina Complementar e Alternativa (MAC) ou Medicina Tradicional (MT). No Brasil, essa nomenclatura substituiu o nome popular destas práticas, conhecidas por muitas pessoas como “Terapias Alternativas”. As PICs são práticas de cuidado ao indivíduo, família e comunidade que atuam na tríade corpo/mente/espírito, pautadas no vínculo de confiança entre terapeuta e usuário e englobam terapias vibracionais, espirituais, manuais e uso de plantas medicinais. Podemos citar como exemplo o toque terapêutico, acupuntura e yoga.

Atualmente, na PNPIC estão relacionadas 29 práticas que poderão ser disponibilizadas pelo SUS. Dentre estas, a mais utilizada é a fitoterapia. Aproximadamente 87% das pessoas fazem uso de plantas medicinais na forma de chás, tinturas, entre outros.

A inclusão das PICs no SUS legitimou o uso dessas práticas como seguras e eficazes, levando uma parcela considerável da população a procurar por atividades que integram corpo, mente e espírito tais como meditação e dança circular, bem como a substituição do uso de medicação alopática e alimentos industrializados por plantas medicinais e plantas alimentícias não convencionais (PANCs).

Esse cenário motivou no setor privado e público a instalação de serviços que oferecem atividades de saúde e bem-estar e a implantação de rotas turísticas nesse segmento. Desde a ECO – 92, Conferência da ONU para o Meio Ambiente, que ocorreu no Brasil, os países participantes se comprometeram em desenvolver o turismo sustentável, valorizando e preservando os recursos naturais, os costumes e a história local.

No Oeste Catarinense há rios, cachoeiras, agricultura familiar, mata nativa, bem como agricultoras que estudam e cultivam plantas medicinais e aromáticas em hortos medicinais, além da realização de encontros para estudar sobre as plantas, alimentação saudável e para produzir, de forma artesanal, cremes, pomadas e tinturas. Com base nessa realidade, instituiu-se o Circuito de Cicloturismo Velho Oeste, com aproximadamente 300 Km, que percorre locais com cachoeiras, vinícolas, cervejarias, propriedades da agricultura familiar e também mostra costumes locais, como por exemplo, o chimarrão, bebida típica da região.

O turista pode optar por fazer o percurso total do circuito, com duração de seis dias, ou conhecer a rota turística Caminhos Aromas e Chás, uma rota menor que tem como foco o turismo holístico.

No turismo holístico, as atividades oferecidas envolvem corpo, mente e espírito e permitem ao turista, concomitantemente ao conhecer novos lugares, olhar para si e autotransformar-se através da vivência e conhecimento de possibilidades saudáveis de vida, incluindo a alimentação natural e práticas de relaxamento e concentração.

Na rota turística Caminhos Aromas e Chás, o turista pode experienciar rodas de dança circular, aulas de yoga, realizar meditação ao lado de cachoeiras, bem como caminhar nas trilhas ecológicas para identificação de espécies de plantas medicinais e aromáticas, visitar hortos medicinais, degustar alimentos preparados com PANCs e preparar sabonetes artesanais, tinturas e xaropes com plantas medicinais que conheceu no horto, sempre na companhia de profissionais capacitados para conduzir essas práticas.

Essa rota abrange os municípios de Cunha Porã, Caibi e Palmitos e potencializa o circuito de Cicloturismo Velho Oeste, na medida em que permite opções diferenciadas para o turista, seja ele ciclista ou não. Sabe-se que turismo tem um significado de formação intelectual e também de crescimento pessoal, pois as escolhas de roteiros são frequentemente conscientes e com envolvimento emocional de quem planeja a viagem. No turismo holístico, procura-se por experiências que permitam revigorar a vida do turista, com atividades que envolvem a espiritualidade, alimentação saudável e o conhecimento de si mesmo.

Conheça a Kiciosan
Doutora em Enfermagem. Enfermeira. Docente da Udesc. Coordenadora do Programa de Extensão Saúde e Equilíbrio da Udesc. Coordenadora do Circuito de Cicloturismo Velho Oeste da Udesc.

Para saber mais: Práticas Integrativas e Complementares

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